O Patrimônio histórico se apresenta como um reconhecimento que abarca os mais variados elementos culturais, através de um passado individual ou coletivo utilizando elementos materiais ou imateriais. Antes, se pensava em coletividade apenas como um conjunto de indivíduos, a mesma nos levar a refletir nas mudanças que a sociedade sofre com o passar do tempo e com isso vai influenciar no que vamos denominar patrimônio, como vamos selecionar e como vamos preservar, mas para isso, é importante entender a trajetória do patrimônio no contexto mundial.
A noção de patrimônio ganhou forças no século XIX, na revolução francesa, com a necessidade de elementos que pudessem contribuir para o não esquecimento do passado. Esses monumentos tinham que expressar os fatos da natureza singular e grandiosa, nesse caso a preservação do passado mostrava uma noção de “melhoria”, “evolução” e “progresso” neste período. No século XVI, o renascimento vai produzir mudanças importantes para esse século com os humanistas que serão os criadores dos antiquários que utilizavam para guardar suas edições que vinham da antiguidade como: moedas, inscrições em pedras, vasos de cerâmicas, dentre outros. Na antiguidade, com o predomínio da igreja nos séculos IV-V e na idade média nos séculos VI-XV, mesmo com o caráter aristocrático do patrimônio acrescentou-se o simbolismo religioso, de valores sociais, adoração aos santos e a valorização das relíquias. Esse simbolismo religioso na idade média, ofereceu à população daquela época um sentimento de patrimônio íntimo, a valorização dos lugares e objetos e dos rituais coletivos. Em Roma, a população de classe baixa não tinha o direito de propriedade, pois o patrimônio da sociedade romana era um valor aristocrático e privado, o patrimônio pertencia somente a elite romana. Em outro momento, a família seria imagem de patrimônio, assim, não somente os bens materiais como escravos, seria o patrimônio do senhor, mas a mulher e seus filhos também.
Ao analisarmos a trajetória do patrimônio, podemos entender a existência de algumas dificuldades de preservação que ainda temos. Na América Latina mesmo com toda política existente sobre preservação do patrimônio, ainda enfrenta-se obstáculos como, a associação da preservação dos nossos patrimônios culturais e sociais ao desenvolvimento urbano e a escolha de que seria importante ou não manter pois embora a implantação das leis representem um avanço significativo, causou em uma parcela da população, uma expropriação cultural, ou seja, um sentimento indiferente, um não reconhecimento de identidade com os exemplos arquitetônicos públicos ou religioso
Nenhum comentário:
Postar um comentário